Sua carreira tem sido um desastre? Calma, tem conserto!

Quantas pessoas você conhece que saíram da faculdade com um sonho, mas, perante as dificuldades do mercado de trabalho, deixaram seus ideais de lado por completo? Quantas pessoas você conhece que pulam de empresa em empresa, como se estivessem fadadas à eterna infelicidade? Pode ser que você mesmo esteja passando por tudo isso. Afinal, não se tratam de situações incomuns.
Em nome do dinheiro, do poder, do status ou da simples estabilidade, muitas pessoas chegaram a certo ponto de suas carreiras em que não sentem mais do que frustração. A ida ao trabalho, todos os dias, tornou-se um tormento. Outras tentam acertar, mudando de emprego com frequência, e fazendo com que todos a seu redor pensem que elas sofrem de insatisfação crônica. Há ainda aquelas que, vira e mexe, estão desempregadas.

Pare para pensar
Há algo de errado? Com certeza. Para a consultora da DBM, Irene Azevedo, o provável motivo é que os profissionais se esquecem de analisar o que realmente os motiva. Por isso, escolhem ramos de atuação e empresas para trabalhar, sem antes refletir sobre como irão se sentir ao realizar determinadas atividades ou trabalhar em ambientes que podem não condizer com seus valores e ideais.
“Eles optam por determinado emprego sem se conhecerem, sem saberem se irão se adaptar àquela empresa e àquela função”, avalia a especialista em carreira.
Ela cita como exemplo os profissionais que sempre almejaram cargos gerenciais simplesmente por conta do status e do poder, sem nem mesmo gostarem de liderar ou estarem aptos para tal.
“Liderar é difícil, porque, antes de liderar outros profissionais, o gestor precisa ter aprendido a liderar a própria vida. E quantas pessoas você conhece que lideram a própria vida? É um exercício que exige autoconhecimento. Por exemplo, um líder não pode ter medo das pessoas que são brilhantes e que são subordinadas a ele”, garante. “Alguns não notaram que podem permanecer em cargos operacionais, ganhar dinheiro e serem felizes mesmo assim. O fato é que, para liderar, é preciso gostar”.

O que te motiva?
Muitos fatores podem motivar profissionais. Alguns são movidos pelo poder, outros pela autonomia e liberdade, há ainda aqueles que gostariam apenas de se dedicar a uma causa. Isso sem falar dos dependentes de desafios constantes e daqueles que nasceram para empreender. O fato é que poucas empresas se preocupam em avaliar o que motiva cada um de seus colaboradores.
Não é à toa que muitos deixam o sonho morrer no meio do caminho. Mas esse é um grande erro. Na vida, é essencial ter um norte, um sonho a ser perseguido. Mesmo que, no fim das contas, o indivíduo não consiga atingir seu objetivo, porque, durante o percurso, encontrou outros objetivos. O importante é caminhar. Mas não simplesmente caminhar no estilo “Forrest Gump”, em referência ao filme em que o personagem principal corria sem parar, e sem destino.
É preciso seguir pelo caminho certo e enxergar o horizonte. “O profissional não pode se desvirtuar totalmente daquilo que buscava. Se fizer isso, se sentirá infeliz”, garante Irene.
O que fazer então? Entrar em sintonia consigo mesmo, procurando uma ligação com seu interior. “Dificuldade todo mundo tem. Mas se a sua profissão, o seu trabalho, fizer sentido para você, certamente passará pelas dificuldades de forma mais tranquila”, finaliza a consultora.

Por Karin Sato – InfoMoney

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